Passam a mão pelo rosto

“Aqui cada um é o seu próprio carcereiro, irreconhecível e anónimo.”
Paal Brekke (Poeta noruguês, trad. Amadeu Baptista)
Passam a mão pelo rosto e não encontram nada
o nariz adunco
faz uma curva para o abismo, os olhos
sem possibilidade de evasão, os lábios
apenas com a sintaxe da dor
São estranhos
marcados com seis pontas estelares
como uma roda dentada
que tritura o corpo
Passam com as mãos nos ouvidos
e sentem a falta das canções maternas.
©
18/4/2013
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